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Google quer que os computadores se arrependam

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Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Tel Aviv está trabalhando para colocar “arrependimento” em computadores – com a Google pagando a conta. Segundo a universidade, a gigante de buscas está financiando um projeto de estudantes da sua escola de ciência computacional.
Liderado pelo professor Yishay Mansour, o projeto está tentando escrever um algoritmo que instalará o que ele denomina noção de “arrependimento” nas máquinas. Na verdade, uma percepção tardia de que algo deveria ter sido feito.
Basicamente, o algoritmo permitirá que os computadores aprendam a partir de suas experiências virtuais ao medir a distância entre o resultado desejado e o real. Usando esta medição, o professor Mansour espera que o computador consiga prever o futuro e minimizar possíveis erros ou atividades pouco produtivas.
“Se os servidores e sistemas de roteamento da Internet pudessem visualizar e avaliar todas as variáveis relevantes antecipadamente, eles poderiam priorizar de modo eficiente as solicitações de recursos do servidor, carregar documentos e direcionar os visitantes para um site na Internet, por exemplo”, diz o professor.
E é aí que a Google entra – não apenas a visão de Mansour é eficiente (a gigante de buscas é toda sobre eficiência), mas a empresa espera utilizar a pesquisa do professor para melhorar seus programas de publicidade AdWords e Adsense.
“Comparado a seres humanos, ajudar sistemas a processar de maneira muito mais rápida todas as informações disponíveis para estimar o futuro à medida que os eventos são revelados, seja uma guerra de lances em um site de leilões, um aumento súbito de tráfego em um site de mídia ou demanda por um produto online, pode ser muito produtivo”, afirma Mansour.
Espera-se que o algoritmo atualize a si próprio à medida que rode e “se adapte a situação em questão”. Mansour sugere que, após o término de uma tarefa os resultados serão avaliados. E o sistema vai guardar todas as variáveis que geraram o resultado.
Por falta de palavra melhor, Mansour chama isso de “arrependimento”. Mas não é realmente “arrependimento”. Em vez disso, os computadores poderão olhar de volta para resultados não desejados, determinar a diferença entre eles e o que era esperado, e prever o que acontecerá no futuro (baseado nessa experiência) e tomar medidas para que o próximo resultado fique mais próximo do esperado.
 
Fonte: idgnow.uol.com.br/mercado
Por PC World / EUA

 


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